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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011



O que será ser só
Quando outro dia amanhecer?
Será recomeçar?
Será ser livre sem querer?



                                                                                   Chico Buarque de Holanda





Ela procura não pensar no dia em que rasgar as páginas de uma história sem fim, contos que vão se partir ao ouvir a música tocar na densidade de uma catedral de fábulas misteriosas.
Grito no ar de um pensamento longe, sigilo em retinas conexas. Da boca um sorriso miúdo faz cobrir o caos de uma alma atassalhada.
“-Venha doce vento, acalma a fúria de ser inconstante, sopre a Minh ‘alma suja de areia, os destroços que o mar não levou”.
Observa o chão e ignora as estrelas, ainda precisa contar quantas vezes cravou sua marca na terra, passa uma das mãos em seu rosto secando aquela gota que saltou dos olhos.  Abaixa-se lentamente como num ato de remissão, traz pra si um punhado de folhas e conquista, aperta com toda força seu próprio presente e escuta todo estalar das folhas secas, como o ultimo crepitar das coisas vivas. 
Suspira suavemente deixando levar as laudas daquela árvore triste. Ergue em um movimento aéreo seu pensamento longe, é livre entregar ao ar seus maiores segredos.  Arma sua cama em um belo jardim japonês, entre flores e pedras roxas e assim após longa data pode sonhar e reviver. Despertou e como se fosse à primeira vez contemplou seu refletir nas águas como mistério. Ouviu uma verdadeira orquestra dentro de si, como naqueles tempos que se sentava na primeira fileira do teatro, um amplo espetáculo de harmonia e de admiração. Uma miscelânea de sons que a cedia em tontura, um desmaio ao mundo. Enfim era permitido ter felicidade um sentimento lhe oferecia temor. Contudo era um medo bom, como quando era criança e escondia-se debaixo da escada esperando que ninguém a alcançasse. Ficava ali por minutos corroendo-se agonia.  Naquele momento sentia-se em um pique-esconde de salto alto. Brincando de sonhar. Tsurus de papel que voavam diante de seus olhos. Sentia-se com asas que mudavam de cor.
Ela somente ela, sentia a sua própria loucura e alegrava-se num espanto de um sorriso largo. Era lindo ter em mãos o encanto da sua própria liberdade.

Bruna Fávaro 


9 comentários:

  1. Que tudo seu blog!
    Amei e te acompanho agora!
    Beijos meus e um lindo findi querida!

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  2. ei bruh,

    muito bacana o seu blog...
    estou te seguindo...
    bjos

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  3. to seguindo, gostei muiiito ;D

    http://umlivrochamadobranco.blogspot.com/

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  4. Bruna,


    Lindo seu blog , muita sensibilidade.



    Bjo.

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  5. Olá !
    Gostei do seu blog. Pode seguir o meu blog ?
    http://xxx-memories-xxx.blogspot.com/
    Ficarei feliz em ver você lá no meu cantinho !


    Bjoos <3

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  6. Parabéns pelo blog, massero ~/
    http://textoseafins-mrl.blogspot.com/
    segue ai, ;D

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  7. Blog legal :)
    Tudoo bem organizado, tô seguindo.
    Se puder segue o meu também?

    http://amar-go.blogspot.com/

    - Desde já agradeço, beijo flor

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  8. Oi!!
    Estou sofrendo de PLÁGIO em meus textos e citações!!
    O sujeito além de tudo, copia toda a minha “vida virtual”, preciso de ajudar; denuncias no ORKUT, TWITTER, BLOGGER, por favor…
    Vocês como escritores sabem o quanto é dificil essa situação, além de estar muito chateada estou com receio tb, o cara me monitora na internet. É doentiu!
    Toda e qualquer ajuda é muito bem-vinda!
    Muito obg :*
    luaraQ
    Meu blog:
    www.lluaraq.blogspot.com
    Segue o link do plagiador:
    http://danilocechinatto.blogspot.com/

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  9. dificil ser só...
    agora definir.. nao sei...

    beijo

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